Qual o conceito de droga?
20 set 2009 4 Comentários
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Droga, segundo a definição da Organização Mundial da Saúde, é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.
Uma droga não é por si só boa ou má. Existem substâncias que são usadas com a finalidade de produzir efeitos benéficos, como o tratamento de doenças, e são consideradas medicamentos. Mas também existem substâncias que provocam malefícios à saúde, os venenos ou tóxicos. É interessante que a mesma substância pode funcionar como medicamento em algumas situações e como tóxico em outras.
Essas drogas alteram o funcionamento cerebral e causam modificações no estado mental e no psiquismo do indivíduo que faz uso. Por esta razão, são chamadas de drogas psicotrópicas, e conhecidas também como substâncias psicoativas. Substâncias estas que têm a capacidade de provocar dependência. E ainda, existem substâncias aparentemente inofensivas que fzem parte de muitos produtos de uso doméstico que têm este poder.
Os efeitos das diversas drogas sobre o organismo podem ser agrupados, para fins práticos, em efeitos agudos (que ocorrem durante o uso da substância) ou crônicos (que ocorrem mesmo algum tempo depois do uso da substância, geralmente após uso prolongado). Os efeitos das drogas também podem ser separados em efeitos somáticos (efeitos sobre o organismo) e efeitos psíquicos (modificações do estado da mente do usuário, provocadas pela droga). Os usuários procuram geralmente os efeitos psíquicos agudos das drogas, muitas vezes prazerosos.
Esses efeitos freqüentemente não dependem só da substância consumida, mas do contexto em que a substância é usada e das expectativas que o usuário tem com relação à substância.
A questão do envolvimento de pessoas com álcool e outras drogas, segundo a lista de substâncias na Classificação Internacional de Doenças, 10.ª Revisão (CID -10), como opióides (morfina, heroína, codeína, diversas substâncias sintéticas), canabinóides (maconha), sedativos ou hipnóticos (barbitúricos, bensodiazepínicos), cocaína, outros estimulantes (anfetaminas e substâncias relacionadas à cafeína), alucinógenos, tabaco e solventes voláteis; vai além da simples busca dos efeitos dessas substâncias.
Diversas causas para o uso de drogas podem ser consideradas: a disponibilidade dessas substâncias, a imagem ou as idéias que as pessoas fazem a respeito das drogas, as características de personalidade, o uso de substâncias por familiares ou amigos e assim por diante.
Muito além de um problema “médico” ou “um caso de polícia”, os problemas relacionados ao consumo excessivo de álcool e ao uso de tabaco e outras drogas são questões que abrangem toda a sociedade.
Referências:
Curso de prevenção do uso de drogas para educadores de escolas públicas. Secretaria Nacional Antidrogas, Ministério da Educação; Brasília, 2008.
Organização Mundial de Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre: Editora Artes Medicas Sul, 1993.
* Sanches, L. R. Professora/Pedagoga – setembro/2009.
As demandas emergentes de prevenção nas escolas, famílias e comunidades
20 set 2009 Deixe um comentário
em educação, Uncategorized Tags:drogas, educação, escola, família, prevenção, projeto de vida
É de suma importância e de colaboração imprescindível na prevenção as ações esclarecedoras e de acesso a informações nas suas diversas formas de expressão. Seja através da abertura que a Equipe Diretiva oportuniza a grupos externos e palestrantes que abordam este tema e tantos outros que venham de encontro com a necessidade e o interesse dos alunos, seja no cumprimento do currículo emergente, na participação daqueles que assistem as apresentações do grupo de teatro da escola, ou daqueles que atuam no próprio grupo. Desde que a análise e a aprovação da Equipe Pedagógica junto com a Equipe Diretiva estejam de acordo no sentido de que estas ações educativas sejam proveitosas e significativas, com planejamento prévio e organização para o momento propício de ser executado na escola.
Portanto, a prevenção envolve vários setores de nossa sociedade, incluindo nossas escolas, a família, as comunidades composto em um ambiente de reflexão e de formação de consciência, porque não é uma e, nem pode ser considerada uma atribuição de um único setor, é sim uma promoção e mobilização de redes sociais, onde todos alimentam uma postura de prevenção que atendam as reais necessidades e não tão somente um jogo de interesses.
Deve também ser dentro de uma perspectiva fundamentada por uma abordagem comunitária com enfoque construtivista de educação para a saúde que visualiza o indivíduo integralmente, e, fazendo o enfrentamento da prevenção reconhecendo as várias dimensões existententes.
As demandas emergentes podem envolver como primeira etapa, ou seja, em curto prazo, o atendimento o acolhimento em todos os sentidos por todos os setores que irão compor a rede de relações. Na seqüência, mobilizar a Rede de Proteção e resgatar a competência das Famílias com reuniões multifamiliares, coordenadas por vários profissionais envolvidos no trabalho. Depois consultas familiares, avaliação psicopedagógica. O registro de relatórios individuais sobre as Situações de Risco e de Proteção. Com todo este embasamento, em médio prazo poderá ser trabalhado com a construção de um Projeto de Vida onde todos exercerão a autoridade sem violência.
Na continuidade, levando em conta o que foi produzido até aqui, tanto dos adolescentes como das famílias, e aos poucos, dar continuidade de expressarem suas demandas, compartilhando seus sentimentos e construírem juntos soluções cabíveis. Isto poderá ocorrer através de oficinas temáticas para adolescentes promovendo informações e reflexões sobre o Projeto de Vida. Então, em longo prazo, poderão já ser oportunizados os grupos de pais, que irão trabalhar com informações e reflexões sobre o Projeto de Vida dos seus filhos e também dos pais e da família como um todo.
Isto tudo, com o apoio desta rede de relações criada a partir do perfil da escola e sua respectiva comunidade e atendendo a cultura local e regional, e com o envolvimento dos respectivos órgãos e setores que forem elencados para a concretização desta demanda.






