A Escola Enquanto Espaço de Incentivo e Valorização de Práticas Pedagógicas Diferenciadas
07 jun 2009 1 Comentário
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É de grande importância a formação do homem, e isto se fará através da educação e da sua adaptação no meio em que vive, agindo, experienciando, produzindo e transformando-se, bem como fazendo transformação da natureza a sua volta. É isto que vai construindo os registros na história da humanidade, cada indivíduo faz as representações, comunica-se, faz as significações, enfim como ator e portador da sua cultura fazem a retro-alimentação da cultura do planeta.
E como disse Saviani (1989), “educar é elevar o homem no nível de sua época”. Conforme este indivíduo nasce, cresce, tem acesso ao conhecimento sistematizado através da escola, fazendo relações com o mundo, com as pessoas e as coisas, ele está acompanhando a sua época, contextualizado com aquele momento. E o melhor, um ser inacabado, sempre em possibilidade de construção.
O indivíduo precisa estar sempre motivado, estimulado, constantemente. Pois a satisfação conclui, encerra, coloca-se um ponto final; não permite margem para a continuidade, para a perseverança, acaba por limitar, colocar dentro de “pacotes” quadrados e fechados.
A práxis pedagógica nos espaços escolares precisa estar freqüentemente estimulando os indivíduos a fazer, a reconhecer o seu poder de fazer, a expressar a sua vontade interior, pois assim, será possível executar, efetivar ações educativas que promovam mudanças.
A educação é algo que não poderá ter limites, cabe ao espaço escolar, ter sistematização, para que a práxis seja organizada, planejada para acontecer, mas também é necessário que se permita abertura para prosseguir, a sensação de daqui a pouco tem mais, e é preciso correr atrás, enfim algo que mobilize o indivíduo sempre!
Afinal de contas os satisfeitos não querem mais! Contentam-se com um pouco, ou a média! E na educação não se pode aceitar se acomodar, pensar que não deu certo tanto tempo, nunca foi assim… A educação para concretizar-se em espaço de incentivo e de valorização é algo dinâmico, vivo, colorido, borbulhando de querer fazer!
Como diz Cortella (2008), “é fundamental não nascermos sabendo; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações”.
Os indivíduos precisam de dose de ambição, não ganância, ambição! Pois o ambicioso é alguém que quer mais e melhor para todos. Enquanto que o ganancioso, é egoísta, quer somente para si próprio.
E como se cita Zaballa (1998), diz “que a atividade mental se desenvolve quando aplicada ao uso funcional em outras ocasiões que seja necessário”. A prática social no espaço escolar é também um local onde estes indivíduos tecem suas relações, é de extrema importância que exista comprometimento, ações que expressem responsabilidade individual e social, atribuições que permitam criar, inovar, descobrir para recriar.
As produções na escola sejam elas, a criação de jornais, rádios, projetos individuais e tantos outros instrumentos se utilizando das novas tecnologias, são formas de diversificar as práticas cotidianas, acompanhando o dinamismo da sociedade em que se vive, assim como, integrar a comunidade escolar, pais alunos, funcionários, professores, a comunidade entorno da escola.
Sendo assim, nesta relação rica, intensa e extensa de diversidade, todos os indivíduos envolvidos direta ou indiretamente poderão vivenciar suas potencialidades, acesso as informações que as novas tecnologias trazem para somar ao conhecimento acadêmico e, contribuir com a formação de indivíduos mais conscientes e participativos.
O foco da educação além de ensinar é de ajudar alunos e professores a compreender áreas específicas do conhecimento (ciências, matemática, história entre outras) é de integrar o ensino a vida, a formação integral para a cidadania, o conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão da totalidade.
E, segundo Masseto (2000), educar é ajudar a integrar todas as dimensões da vida, a encontrar nosso caminho intelectual, emocional, profissional, que nos realize e que contribua para modificar a sociedade que temos.
Assim sendo, a educação vem colaborar para que professores e alunos – nas escolas e nas organizações – transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. Ajudando alunos a construir suas identidades, desde o pessoal ao profissional, do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que irão lhe permitir encontrar espaços pessoais, sociais e profissionais e tornarem-se cidadãos realizados e produtivos.
E, conseqüentemente se aprende a viver em sociedade através das interações, percebendo que é por meio da linguagem que cada indivíduo se apropria do conhecimento. Conhecimento que não é fragmentado, mas interdependente, interligado. Pois hoje, a construção do conhecimento é mais livre, acontece a partir do processamento multimídico, convivendo com diversas formas de processamento de informação. Informação esta que após critérios de seleção, estudo e pesquisa, assim como, dependendo da bagagem cultural, da idade e dos objetivos pretendidos, poderá ser transformada em conhecimento.
Para Vygotsky (1988), ”quanto maior for a capacitação do mediador, maior a formação do sujeito, do aluno”. Então, é preciso que seja de forma sistemática organizada e intencional trabalhar os conteúdos historicamente construídos de maneira a criar, despertar o interesse no aluno.
Para isto, é importante o professor ter gosto pelo que faz ter entusiasmo e saber transmitir isto ao aluno, para que este se sinta motivado em buscar através das variadas formas de mídias associações do conhecimento que está sendo trabalhado e proposto nas disciplinas.
Como, por exemplo, a escola deve intercalar Ciências (conteúdo em si) Filosofia, Artes e Tecnologia, e neste processo, considerar que os indivíduos participantes não são somente razão. Portanto, preparar o aluno para receber, analisar, sintetizar, argumentar e fazer sua interpretação crítica das informações que recebe, além, de se desenvolver e demonstrar seus talentos e habilidades, buscando o desenvolvimento harmonioso do sujeito.
As práticas claras e mantidas pelo coletivo contribuem para a organização do trabalho pedagógico escolar resultando em melhorias significativas na aprendizagem e convivência escolar.
Atualmente ensinar com novas mídias é uma revolução se nós educadores mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino que ainda mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário só será “mascarada” esta modernidade, sem que consigamos efetivamente incluir no essencial da nossa práxis as mudanças concretas.
Estes novos meios de comunicação ajudam a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas de ensinar e de aprender. E isto se faz necessário no âmbito crucial dos principais integrantes do processo de ensino e aprendizagem – alunos e professores – se entendemos que formar integralmente um indivíduo para ser cidadão é oportunizar uma educação com autonomia, confiança, entusiasmo, amadurecimento intelectual e comunicacional que promova pessoas mais humanas, que valorizam a busca por transformar esta gama de informações em conhecimentos, que sejam capazes de refletir e analisar criticamente que a cada novo dia em sala de aula é preciso inovar, criar, descobrir, sentir, aprender e ser.
REFERÊNCIAS:
CORTELLA, M. S. Não nascemos prontos!: Provocações filosóficas. 7.ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
MASSETO, M. T. Novas Tecnologias e mediação pedagógica. – 8.ª ed. Campinas: Papirus, 2000.
SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 1999.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Texto produzido para o GTR/SEED-PR, 2009.






