As demandas emergentes de prevenção nas escolas, famílias e comunidades

É de suma importância e de colaboração imprescindível na prevenção as ações esclarecedoras e de acesso a informações nas suas diversas formas de expressão. Seja através da abertura que a Equipe Diretiva oportuniza a grupos externos e palestrantes que abordam este tema e tantos outros que venham de encontro com a necessidade e o interesse dos alunos, seja no cumprimento do currículo emergente, na participação daqueles que assistem as apresentações do grupo de teatro da escola, ou daqueles que atuam no próprio grupo. Desde que a análise e a aprovação da Equipe Pedagógica junto com a Equipe Diretiva estejam de acordo no sentido de que estas ações educativas sejam proveitosas e significativas, com planejamento prévio e organização para o momento propício de ser executado na escola.

Portanto, a prevenção envolve vários setores de nossa sociedade, incluindo nossas escolas, a família, as comunidades composto em um ambiente de reflexão e de formação de consciência, porque não é uma e, nem pode ser considerada uma atribuição de um único setor, é sim uma promoção e mobilização de redes sociais, onde todos alimentam uma postura de prevenção que atendam as reais necessidades e não tão somente um jogo de interesses.

Deve também ser dentro de uma perspectiva fundamentada por uma abordagem comunitária com enfoque construtivista de educação para a saúde que visualiza o indivíduo integralmente, e, fazendo o enfrentamento da prevenção reconhecendo as várias dimensões existententes.

As demandas emergentes podem envolver como primeira etapa, ou seja, em curto prazo, o atendimento o acolhimento em todos os sentidos por todos os setores que irão compor a rede de relações. Na seqüência, mobilizar a Rede de Proteção e resgatar a competência das Famílias com reuniões multifamiliares, coordenadas por vários profissionais envolvidos no trabalho. Depois consultas familiares, avaliação psicopedagógica. O registro de relatórios individuais sobre as Situações de Risco e de Proteção. Com todo este embasamento, em médio prazo poderá ser trabalhado com a construção de um Projeto de Vida onde todos exercerão a autoridade sem violência.

Na continuidade, levando em conta o que foi produzido até aqui, tanto dos adolescentes como das famílias, e aos poucos, dar continuidade de expressarem suas demandas, compartilhando seus sentimentos e construírem juntos soluções cabíveis. Isto poderá ocorrer através de oficinas temáticas para adolescentes promovendo informações e reflexões sobre o Projeto de Vida. Então, em longo prazo, poderão já ser oportunizados os grupos de pais, que irão trabalhar com informações e reflexões sobre o Projeto de Vida dos seus filhos e também dos pais e da família como um todo.

Isto tudo, com o apoio desta rede de relações criada a partir do perfil da escola e sua respectiva comunidade e atendendo a cultura local e regional, e com o envolvimento dos respectivos órgãos e setores que forem elencados para a concretização desta demanda.

Referências:

Curso de prevenção do uso de drogas para educadores de escolas  públicas. Secretaria Nacional Antidrogas, Ministério da Educação; Brasília, 2008.


* Sanches, L. R. Professora/Pedagoga – setembro/2009.

A escola como espaço de transformações individuais e sociais

Vivendo na Era do Conhecimento, que é informação em ação, em uso. É preciso lembrar que o cérebro memoriza informações que têm utilidade, forte carga emocional ou por repetições quando planejar e organizamos os trabalhos com os alunos (Tiba, 2005).

Diante da pós-modernidade seria impossível processar todas as informações que apreendemos, tanto nós educadores, quanto mais nossos alunos. Mas num “piscar de olhos” percebe-se o mundo ao nosso redor, como número de informações apreendidas infinitas.

O apreender é um processo natural. Estudar é organizar esse aprendizado, focando em conteúdos que se associam captando as informações que podem estar descritas em um livro ou numa explanação do professor ou mesmo em atividades diversificadas em outros espaços ricos em incentivar o desenvolvimento das competências do indivíduo. E, desta forma, poderá ampliar conhecimentos e leitura de mundo, das pessoas e das coisas.

A escola tem, dentro da sua autonomia possível, como criar ambientes favoráveis a promoção da saúde de todos, a partir do momento que propicia a transformação individual e social, ampliando sua função de ensinar, adquirindo uma função social. Mostrando através de suas ações socioeducativas a qualidade de vida que cada um pode ter e de poder construir, como também de se garanti-la a todos.

O educador em sua função de mediador e em suas reflexões precisa utilizar os conhecimentos adquiridos para a elaboração de estratégias da promoção da saúde e do bem-estar de toda a comunidade interna e, conseqüentemente, externa. As buscas do bem-estar ocasionaram processos de produção e criação de conhecimentos que alimenta a cultura de uma escola, como a da região onde se situa esta escola e, projeta-se na sociedade que se vive.

O processo educacional tanto se desdobra em dimensões de transmissão da cultura e o conhecimento quanto de despertar as potencialidades, reflexões e críticas acerca da realidade e das possibilidades de alteração, que acabam por modificar, mobilizar, sensibilizar os usos, mores e costumes de um povo, bem como a sua cultura.

Dentro das características de uma escola além de distinções previstas na lei, desde o quadro de giz até o torno e o em torno existente na comunidade podem ser recursos importantes, significantes como opções didáticas para o fazer pedagógico.

O educador deve saber que pelo levantamento do perfil da turma, em um primeiro plano, em curto prazo atinge seu objetivo com a turma, na seqüência, levanta o perfil da escola, num segundo plano, em médio prazo, articula a continuidade do trabalho que já vem realizando com a turma e agora com a escola. Depois, em um levantamento do perfil da comunidade, em longo prazo, cumpre um trajeto, no processo de construção do conhecimento quem vem das partes para o todo.

Assim, enriquece ainda mais seu trabalho, enquanto educador, sendo capaz de reconhecer, procurar e receber a colaboração de todos os envolvidos no processo de educação.

A escola na visão de alguns estudos pode ser um mecanismo de controle social, estabilidade do sistema capitalista, que precisa pensar e repensar o pensado, no que se refere a que indivíduo se pretender formar, críticos, ativos, cidadãos planetários na sua forma de organizar para disciplinar e fazê-los pensar ou se tornarem alienados? Que têm consciência de seus direitos, porém refletidos seriamente em seus deveres, responsabilidades e compromissos individuais e coletivos. Isto depende do que norteia o “barco que navega” e se os envolvidos levam o “leme” com firmeza, conhecimento e afeto.

Com a visão de conjunto que educadores têm sobre o que se transmite aos alunos, sustentando o fazer pedagógico em alternativas de ensino e aprendizagem inovadoras e criativas se amplia os entendimentos e as possibilidades de realizações.

Por isto, é importante que o educador no viver e convier com os desafios precisa administrar com criatividade e prontidão as incertezas do cotidiano. Pois como se lida com pessoas, coma vida, tudo ao mesmo tempo, é dinâmico e complexo, porém sempre novo, a cada dia. Assim, como a oportunidade que o Creador nos dá a cada dia quando amanhece junto com um novo dia a oportunidade justa de fazermos algo diferente, de continuarmos na construção da educação.

O professor como mediador na escola é peça imprescindível da teia de relações que é tecida a cada instante do cotidiano no processo de comunicação potencializando e desenvolvendo pessoas. Comunicar é expressar desde o jeito que o educador se encaminha para a escola, para a sala de aula que irá atuar, de como entra, como olha para os alunos, até como irá trabalhar determinado conteúdo e como irá administrar o emergente e o predisponente a cada turma, e toda a complexidade de relações que se dá no ambiente educativo.

As relações sociais no contexto escolar precisam se pensadas e refletidas na forma que ocorrem, dando origem a vários tipos de relações, se são amistosas, íntimas, de dominação de conflito, e tantas outras que o espaço educacional proporciona, como também se as ações são de paz ou de violência, de saúde ou de doenças, de poder ou de autonomia. E, os educadores, se são e estão capazes de estimular novas condições de aprendizagem, é um repensar do pensado, que deveria estar presente em nossas reflexões.

O educador, ao desempenhar seu compromisso com a educação precisa perceber seu papel na qualidade e na promoção do sucesso e da felicidade, primeiramente sua e conseqüentemente de toda a escola. Buscando a transformação das informações em reais conhecimentos e tornando-os úteis, com uso e função efetivos na resolução dos desafios do cotidiano, para desencadeie processos cognitivos e afetivos no desenvolvimento do ser humano, seja ele educando ou educador.

É assim que acontece! O processo de educação é intenso e dinâmico! Por isto, é preciso estar preparado. E estar preparado é estar em prontidão, com amor, muito amor, respeito, tolerância, ética, esperança e determinação. Não nascemos pronto! Nascemos para nos construirmos a cada instante de nossas vidas!

Referências:

Curso de prevenção do uso de drogas para educadores de escolas  públicas. Secretaria Nacional Antidrogas, Ministério da Educação; Brasília, 2008.

TIBA, I. Adolescentes: quem ama, educa! – São Paulo: Integrare Editora, 2005.

* Sanches, L. R. Professora/Pedagoga – setembro/2009.