Para Refletir…
16 jul 2011 Deixe um comentário
em educação Tags:conhecimento
“A natureza do conhecimento humano é inventiva e construtiva.
Nela as informações não são pré-fixadas, mas funcionam como pilares que geram transformações, a partir dessas transformações construímos o conhecimento.
Essa construção se dá a partir de observações do ambiente e das pessoas que estão ao seu redor.”
Monique Deheinzelin
Refletindo sobre a educação…
22 jan 2011 Deixe um comentário
em aprendizagem, educação Tags:conhecimento, educação, práticas socias, saber

“(…) o crescimento pessoal é o processo pelo qual o ser humano torna sua a cultura do grupo social ao qual pertence [processo de apropriação cultural], de tal forma que, neste processo, o desenvolvimento da competência cognitiva está fortemente vinculado ao tipo de aprendizagem específicas e, em geral, ao tipo de prática dominante”.
Cesar Coll
A escola como espaço de transformações individuais e sociais
08 set 2009 6 Comentários
em Uncategorized Tags:adolescente, conhecimento, educação, escola, qualidade de vida, relações, transformações
Vivendo na Era do Conhecimento, que é informação em ação, em uso. É preciso lembrar que o cérebro memoriza informações que têm utilidade, forte carga emocional ou por repetições quando planejar e organizamos os trabalhos com os alunos (Tiba, 2005).
Diante da pós-modernidade seria impossível processar todas as informações que apreendemos, tanto nós educadores, quanto mais nossos alunos. Mas num “piscar de olhos” percebe-se o mundo ao nosso redor, como número de informações apreendidas infinitas.
O apreender é um processo natural. Estudar é organizar esse aprendizado, focando em conteúdos que se associam captando as informações que podem estar descritas em um livro ou numa explanação do professor ou mesmo em atividades diversificadas em outros espaços ricos em incentivar o desenvolvimento das competências do indivíduo. E, desta forma, poderá ampliar conhecimentos e leitura de mundo, das pessoas e das coisas.
A escola tem, dentro da sua autonomia possível, como criar ambientes favoráveis a promoção da saúde de todos, a partir do momento que propicia a transformação individual e social, ampliando sua função de ensinar, adquirindo uma função social. Mostrando através de suas ações socioeducativas a qualidade de vida que cada um pode ter e de poder construir, como também de se garanti-la a todos.
O educador em sua função de mediador e em suas reflexões precisa utilizar os conhecimentos adquiridos para a elaboração de estratégias da promoção da saúde e do bem-estar de toda a comunidade interna e, conseqüentemente, externa. As buscas do bem-estar ocasionaram processos de produção e criação de conhecimentos que alimenta a cultura de uma escola, como a da região onde se situa esta escola e, projeta-se na sociedade que se vive.
O processo educacional tanto se desdobra em dimensões de transmissão da cultura e o conhecimento quanto de despertar as potencialidades, reflexões e críticas acerca da realidade e das possibilidades de alteração, que acabam por modificar, mobilizar, sensibilizar os usos, mores e costumes de um povo, bem como a sua cultura.
Dentro das características de uma escola além de distinções previstas na lei, desde o quadro de giz até o torno e o em torno existente na comunidade podem ser recursos importantes, significantes como opções didáticas para o fazer pedagógico.
O educador deve saber que pelo levantamento do perfil da turma, em um primeiro plano, em curto prazo atinge seu objetivo com a turma, na seqüência, levanta o perfil da escola, num segundo plano, em médio prazo, articula a continuidade do trabalho que já vem realizando com a turma e agora com a escola. Depois, em um levantamento do perfil da comunidade, em longo prazo, cumpre um trajeto, no processo de construção do conhecimento quem vem das partes para o todo.
Assim, enriquece ainda mais seu trabalho, enquanto educador, sendo capaz de reconhecer, procurar e receber a colaboração de todos os envolvidos no processo de educação.
A escola na visão de alguns estudos pode ser um mecanismo de controle social, estabilidade do sistema capitalista, que precisa pensar e repensar o pensado, no que se refere a que indivíduo se pretender formar, críticos, ativos, cidadãos planetários na sua forma de organizar para disciplinar e fazê-los pensar ou se tornarem alienados? Que têm consciência de seus direitos, porém refletidos seriamente em seus deveres, responsabilidades e compromissos individuais e coletivos. Isto depende do que norteia o “barco que navega” e se os envolvidos levam o “leme” com firmeza, conhecimento e afeto.
Com a visão de conjunto que educadores têm sobre o que se transmite aos alunos, sustentando o fazer pedagógico em alternativas de ensino e aprendizagem inovadoras e criativas se amplia os entendimentos e as possibilidades de realizações.
Por isto, é importante que o educador no viver e convier com os desafios precisa administrar com criatividade e prontidão as incertezas do cotidiano. Pois como se lida com pessoas, coma vida, tudo ao mesmo tempo, é dinâmico e complexo, porém sempre novo, a cada dia. Assim, como a oportunidade que o Creador nos dá a cada dia quando amanhece junto com um novo dia a oportunidade justa de fazermos algo diferente, de continuarmos na construção da educação.
O professor como mediador na escola é peça imprescindível da teia de relações que é tecida a cada instante do cotidiano no processo de comunicação potencializando e desenvolvendo pessoas. Comunicar é expressar desde o jeito que o educador se encaminha para a escola, para a sala de aula que irá atuar, de como entra, como olha para os alunos, até como irá trabalhar determinado conteúdo e como irá administrar o emergente e o predisponente a cada turma, e toda a complexidade de relações que se dá no ambiente educativo.
As relações sociais no contexto escolar precisam se pensadas e refletidas na forma que ocorrem, dando origem a vários tipos de relações, se são amistosas, íntimas, de dominação de conflito, e tantas outras que o espaço educacional proporciona, como também se as ações são de paz ou de violência, de saúde ou de doenças, de poder ou de autonomia. E, os educadores, se são e estão capazes de estimular novas condições de aprendizagem, é um repensar do pensado, que deveria estar presente em nossas reflexões.
O educador, ao desempenhar seu compromisso com a educação precisa perceber seu papel na qualidade e na promoção do sucesso e da felicidade, primeiramente sua e conseqüentemente de toda a escola. Buscando a transformação das informações em reais conhecimentos e tornando-os úteis, com uso e função efetivos na resolução dos desafios do cotidiano, para desencadeie processos cognitivos e afetivos no desenvolvimento do ser humano, seja ele educando ou educador.
É assim que acontece! O processo de educação é intenso e dinâmico! Por isto, é preciso estar preparado. E estar preparado é estar em prontidão, com amor, muito amor, respeito, tolerância, ética, esperança e determinação. Não nascemos pronto! Nascemos para nos construirmos a cada instante de nossas vidas!
Referências:
Curso de prevenção do uso de drogas para educadores de escolas públicas. Secretaria Nacional Antidrogas, Ministério da Educação; Brasília, 2008.
TIBA, I. Adolescentes: quem ama, educa! – São Paulo: Integrare Editora, 2005.
* Sanches, L. R. Professora/Pedagoga – setembro/2009.
Reflexões Sobre o Conhecimento e a Educação*
02 jan 2009 Deixe um comentário
em Uncategorized Tags:complexidade, conhecimento, lógica, responsabilidade
Para Maturana e Varela o mundo não é anterior à nossa experiência. Nossa trajetória de vida nos faz construir conhecimento do mundo – mas este também constrói seu próprio conhecimento a nosso respeito.Mesmo que imediato não o percebamos, somos sempre influenciados e modificados pelo que vemos e sentimos. Quando damos um passeio pela praia, por exemplo, ao fim do trajeto estaremos diferentes do que estávamos antes. Por sua vez, a praia também nos percebe. Estará diferente depois da nossa passagem: terá registrado nossas pegadas na areia – ou terá de lidar também com o lixo com o qual porventura a tenhamos poluído. (2001, p. 10)
Algo muitíssimo importante que talvez não tenha como se registrar são nas impressões, as energias, impregnadas por onde quer que se tenha passado,. Isto, com certeza, vai alterar a dinâmica daquele espaço vivo que se passa, que se vive, que se sente, enfim, a vida sendo a cada instante. E é isso que alimenta nossos pensamentos, atitudes, comportamento, construindo a forma como se vê o mundo, as pessoas e as coisas, direcionando o aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a aprender e principalmente o aprender a ser.
A responsabilidade além de individual é também coletiva, social, uma vez que se vive, que se verticaliza uma consciência plena de co-autoria com os próprios genes, com a natureza, com o Planeta, onde continuamente o ser humano está participando, colaborando, trabalhando, fazendo, criando, observando. Talvez, por não querer perceber, o ser humano viva o caos da insatisfação consegue e com tudo a sua volta, enquanto deveria se preocupar em construir através do seu conhecimento apreendido uma qualidade de vida para evoluir, se adaptar e ser feliz.
Em todas as sociedades a cultura se impõe aos indivíduos. O feto sofre influências culturais na vida intrauterina (alimentação, sons, músicas), e desde o nascimento o indivíduo começa a receber a herança cultural que garante a sua formação e desenvolvimento como ser social; ele sofre a influência de tabus, regras (que se inscrevem no tecido cerebral por meio da estabilização eletiva de sinapses), e tem fixado a si automatismos sociais que influenciam na sua forma de pensar, de falar, de ser, de agir, de convier, de aprender, de construir.
Em todo indivíduo, a herança cultural se soma à hereditariedade biológica, o que determina estímulos ou inibições que dão forma a essa hereditariedade. Assim, cada cultura, com seu sistema educacional, seu regime alimentar, seus padrões de comportamento, inibe, favorece, estimula, determina a expressão dessa atitude, exerce seus efeitos no funcionamento do cérebro e na formação da mente. Desse modo, intervém na organização e no controle do conjunto da personalidade.
“A cultura inscreverá no indivíduo o seu imprinting — expressão matricial freqüentemente definitiva, que marca os indivíduos em sua maneira de conhecer e comportar-se desde a infância e se aprofunda por meio da educação familiar e, a seguir, pela escolar. O imprinting fixa o que está prescrito e o que é interdito, o santificado e o maldito. Implanta crenças, idéias e doutrinas que têm força imperativa de verdade ou evidência. Enraíza nas mentes seus paradigmas, princípios que comandam os esquemas e os modos explicativos, o uso da lógica, as teorias, pensamentos e discursos. O imprinting se faz acompanhar de uma normalização que faz com que se calem todas as dúvidas ou contestações de suas normas, verdades e tabus. Vem daí o caráter aparentemente inexorável dos determinismos intermos à mente” (E. Morin, 2001).
Do mesmo modo, as águas de um rio vão abrindo o seu trajeto por entre os acidentes e as irregularidades do terreno. Mas estes também ajudam a moldar o itinerário, pois nem a correnteza nem a geografia das margens determinam isoladamente o curso fluvial: ele se estrutura de um interativo, o que nos revela com as coisas se determinam e se constroem umas às outras. Por serem assim, a cada momento elas nos surpreendem, revelando-se que aquilo que pensávamos ser repetição sempre foi diferença e o que julgávamos ser monotonia nunca deixou de ser criatividade.
Uma vez, que a diversidade está em nós seres vivos, na natureza, no universo. Nada é igual a cada instante da vida. Portanto, é preciso sempre apreender, incansavelmente aprender! As células do corpo humano se modificam a cada momento que se vive, portanto nada será repetido feito cópia, tudo tem um pouco de “miscigenação”, de criatividade, de humano.
“Tomemos outra metáfora: não são sós os timoneiros que dirigem os navios. O meio ambiente também pilota as embarcações, por meio das correntes marítimas, dos ventos, dos acidentes de percurso, das tempestades e assim por diante. Dessa forma os pilotos guiam, mas também são guiados. Não há velejador experiente que não saiba disso. Portanto, pode-se dizer que construímos o mundo e, ao mesmo tempo, somos construídos por ele. Como em todo esses processo entram sempre outras pessoas e os demais seres vivos, tal construção é necessariamente compartilhada”(2001, p. 11).
Os seres humanos não são só agentes, autores, participantes do processo que é a vida, mas sim, co-agentes, co-autores, co-participantes, colaboradores, compartilhadores, cidadãos planetários. Pois são uma parte do e no todo que realiza trabalho, produz energia, opera execuções e constrói um mundo inacabado e aberto. Quando se pensa assim, tem se a consciência de que tem parcelas e mais parcelas de responsabilidade, afirma-se a coragem e a persistência para continuar e confirmar o compromisso moral e espiritual com o Planeta.
Assim, os seres vivos só poderão estar construindo o conhecimento apoiado na interação efetiva e concreta. Aprendendo a viver e vivendo aprender e se faz pela educação formal.
São duas as vertentes de Maturana e Varela nesta obra, que trata da construção humana do conhecimento:
1.° o conhecimento não se limita ao processamento de informações advindas de um mundo anterior à experiência do observador, a qual se apropria dele para fragmentá-lo e explorá-lo.
2.° os seres vivos são autônomos – autoprodutores – capaz de produzir seus próprios componentes ao interagir com o meio: vivem no conhecimento e conhecem no viver.
É preciso se autoconhecer ao mesmo tempo em que observa o mundo, as pessoas e as coisas em torno de si e para si. Assim, é possível compreender e perceber que entre ser humano e mundo não existe hierarquia nem separação e sim cooperatividade na circularidade. E como ele compreende a experiência do que observa e no que e para que isso ou aquilo pode fundamentar o conhecimento.
A circularidade é ação e experiência, continuamente, infinitamente, uma ação que gera experiência que se assimila, e que irá gerar outra ação, e assim sucessivamente.
Tende-se a viver num mundo de certezas, de solidez perceptiva não contestada, em que as convicções provam que as coisas são somente como se vê e não existe alternativa para aquilo que parece certo. Essa é a situação cotidiana, a condição cultural, o modo habitual dos seres humanos.
Talvez, pelo não tão simples e sim complexo modo de pensar, de refletir que muitas vezes se deixa de lado, porque é mais seguir a onda do que quebrá-la gerando mudança que faz pensar, fazer, aprender, ser. Por isso a importância de um dos aforismos-chave do livro: “Todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer” e “tudo o que é dito por alguém.” ( 2001, p. 31 ). Toda a ação de refletir faz emergir um mundo de idéias, portanto a reflexão é um ato humano realizado por alguém em algum lugar.
É claro que o indivíduo humano não pode escapar de sua sorte paradoxal: é uma pequena partícula de vida, um instante efêmero, uma insignificância. Mas contém em si a plenitude da realidade viva: a existência, o ser, os fazeres, os saberes. Assim, ele contém a totalidade da vida e ao mesmo tempo é uma unidade elementar da vida. Contém simultaneamente a plenitude da realidade humana, a consciência, o pensamento, o amor, a amizade e a própria realidade da humanidade — tudo isso sem deixar de ser a unidade elementar da humanidade.
Em todo indivíduo, a herança cultural se mescla à hereditariedade biológica, o que determina estímulos ou inibições que modulam a opressão dessa hereditariedade. Assim, cada cultura, com seu sistema educacional, seu regime alimentar, seus padrões de comportamento, recalca, inibe, favorece, estimula, determina a expressão dessa atitude, exerce seus efeitos no funcionamento do cérebro e na formação da mente. Desse modo, intervém na organização e no controle do conjunto da personalidade.
Quando se torna relativamente autônoma, a vida cotidiana permite desenvolvimentos pessoais, em especial no que se refere ao amor. A adoração e o culto às divindades se ampliam pela vida privada e se encarnam na pessoa amada. Dessa maneira o complexo do amor se democratiza — ele que inclui o seu tanto de mitologia e religião e torna poéticas as existências individuais.
Por fim, nas democracias os indivíduos se tornam cidadãos para poder gozar de seus direitos. Daí a importância antropológica da democracia, considerando que ela institui possibilidades de liberdade ou de escravidão humana.
”Os direitos continuam distribuídos de modo desigual, mesmo nas sociedade democráticas altamente complexas. As possibilidades de liberdade de movimentos, ação, fruições, espírito, também são desigualmente divididas.” (E. Morin, 2001).
O social é um fazer, editar nas relações humanas que precisa se fundamentar no existir de um e do outro, é neste espaço que se construir conhecimento a partir da rede de interações e da diversidade que enriquece o fuir e refluir o amor entre os seres humanos. A responsabilidade de transformar através do conhecimento é de cada um para cada um e para todos!
Referências
MATURANA, H. R. A árvore do conhecimento: as bases biológicas da compreensão humana. – São Paulo: Palas Athena, 2001.
MORIN, E. Os setes saberes necessários à educação do futuro. – 3.ª ed. – São Paulo: Cortez, 2001.
*SANCHES, L. R. Texto produzido no curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Formação Pedagógica do Docente de Nível Superior. FACULDADE DOUTOR LEOCÁDIO JOSÉ CORREIA – CTBA/PR.






