LINHA DO TEMPO DOS PRINCIPAIS PONTOS PARA O MEIO AMBIENTE

 

 

Por Leila R. Sanches*

1972

Realização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Estocolmo, Suécia.

1975

Criação da Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), no âmbito do Ministério do Interior, no Brasil

 

1986

Formulação da Política Nacional de Meio Ambiente e a exigência da realização de estudos e relatórios de impacto ambiental no Brasil. Acontece em Brasília, o I Seminário “Universidade e Meio Ambiente” que teve como eixo central, a inserção da temática ambiental no ensino superior. Foi apresentado nesta ocasião, um diagnóstico sobre os cursos, chegando a constatações que a temática ambiental estava sendo tratada, sobretudo no âmbito da Biologia e da Ecologia.

 

1987

O termo desenvolvimento sustentável é citado pela primeira vez no Relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidas.

Relatório Brundtland estabeleceu que “desenvolvimento sustentável” significaria suprir as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das próximas gerações suprirem as necessidades de seu tempo; ou melhor, uma forma de desenvolvimento que permita “fazer uso dos recursos naturais sem esgotá-los, preservando-os para as gerações futuras”. Isto significa que seria preciso incorporar no planejamento atual não apenas os fatores econômicos, mas também as variáveis sociais e ambientais, considerando as consequências das ações em longo prazo, bem como os resultados em curto prazo.

1989

criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA), resultado da fusão da SEMA entre outras superintendências, ressaltando em sua organização a Divisão de Educação Ambiental; e do Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), designado à obtenção de recursos para suporte a implementação de projetos relacionados ao ambiente.

 

1992

Divulgação do conceito de ecoeficiência pelo World Business Council for Sustainable Development – WBCSD

Realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), chamada também de ECO-92, no Rio de Janeiro. ECO-92 – Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, Brasil. Conhecida como Cúpula ou Cimeira da Terra, a Conferência do Rio consagrou o conceito de desenvolvimento sustentável.

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (CQNUAC) – Documento emanado da Conferência do Rio.

Agenda 21 – Um dos principais documentos formulados na ECO-92 que estabeleceu a importância de cada país refletir, global e localmente, sobre soluções para os problemas socioambientais.

 

1993

Criação da ISO 14001

1994

A Conferência Europeia sobre Cidades Sustentáveis, em Aalborg, Dinamarca, resultou na Carta de Aalborg ou Carta das cidades europeias para a sustentabilidade.

I Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental. Guadalajara, México.

1995

COP 1 – Berlim, Alemanha

A primeira reunião para tratar especificamente dos problemas do aquecimento global, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (a sigla em inglês é UNFCCC), ou COP 1, mostrou um cenário de incerteza quanto às ações a serem tomadas pelos países para reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Os participantes do encontro então decidiram instituir o Mandato de Berlim, que estabeleceu o prazo de dois anos para análises e avaliações sobre o assunto. As discussões resultaram em um catálogo de instrumentos que poderiam ser usados pelas nações de acordo com as necessidades específicas.

4 trilhões de litros de água em apenas nove dias, despenca do céu o equivalente a vinte Represas de Guarapiranga. A cidade de São Paulo afunda em novas enchentes.

Prorrogado o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, assinado em 1968 e que abrange, atualmente, 189 países.

1996

COP 2 – Genebra, Suíça

As discussões do COP 2 foram reforçadas pelos resultados do segundo relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), divulgado em 1995. A convenção definiu que cada país poderia procurar as soluções que considerassem mais adequadas para a sua redução de emissões. Os participantes também começaram a debater a ideia de apontar metas para serem colocadas em prática  a curto prazo. Na COP-2, realizada em Genebra, Suíça, fica definido que os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) nortearão as decisões futuras.

Entra em vigor a Convenção da ONU de Combate à desertificação.

Primeiro Programa Nacional de Educação Ambiental – PRONEA As diretrizes de operacionalização foram publicadas pelo IBAMA.

Nasce a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado por transferência nuclear de células somáticas. O Prof. Ian Wilnut, da Escócia, foi o pesquisador responsável por este experimento.

No Brasil, 1996  é sancionada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que evidencia a dimensão ambiental na educação escolar, na amplitude dos processos formativos do cidadão e na introdução de novos temas, considerando as inter-relações decorrentes dos processos sociais, culturais e ambientais, como enunciados em alguns dos seus artigos.

1997

COP 3 – Quioto, Japão

O Protocolo de Quioto foi redigido na COP 3, após intensa negociação entre os participantes. Pela primeira vez um documento estabelecia metas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Elas deveriam ser cumpridas, entre 2008 e 2012, por 37 países industrializados. Após anos de incerteza sobre a adesão das nações, o protocolo passou a valer efetivamente em fevereiro de 2005. No entanto, vários participantes da UNFCC, entre eles os Estados Unidos, não ratificaram o documento e decidiram não seguir as metas, alegando prejuízos ao desenvolvimento econômico. Assinatura do protocolo de Kyoto, que estabeleceu metas para redução das emissões de gases causadores do efeito estufa.

A COP 3 passa para a história como a convenção em que a comunidade internacional firmou um amplo acordo de caráter ambiental, apesar das divergências entre Estados Unidos e União Europeia: o Protocolo de Kyoto.

Manifestação do El Niño com o aquecimento das águas.

No Brasil, Política Nacional dos Recursos Hídricos. Lei Federal nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997.

Também, neste ano, são aprovados os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) pelo MEC, que definiram temas transversais, como: saúde, ética, orientação sexual, pluralidade cultural e meio ambiente, a serem inseridos em todas as áreas de conhecimento no ensino fundamental. E criação do Cebds (Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável).

RIO+5: Sessão Especial da Assembleia-Geral das Nações Unidas. Nova Iorque, EUA. Tem por objetivo avaliar o estado de cumprimento dos compromissos assumidos na Cimeira da Terra.

Primeiro Fórum Mundial da Água. Marrakech, Marrocos7

1998

COP 4 – Buenos Aires, Argentina

Na 4ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima houve consenso sobre a necessidade de analisar questões relativas ao Protocolo de Quioto. Dessa maneira, um período de dois anos foi estabelecido para avaliar e desenvolver maneiras de implementar as ações previstas no documento.

Na COP 4, em Buenos Aires, Argentina, começam as discussões sobre um cronograma para implementar o Protocolo de Kyoto.

Aprovada a Lei de crimes ambientais do Brasil – LEI No 9.605/98 –, considerada uma das mais avançadas do mundo.

As águas do Pacífico atingiram 4°C de aquecimento anormal, o que consolidou o fenômeno El Niño, que apresentou uma força comparada a da década de 70.

1999

COP 5 – Bonn, Alemanha

A convenção foi marcada por discussões técnicas sobre mecanismos a serem criados para que o Protocolo de Quioto pudesse ser seguido.

Criada a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima. Formada por 11 ministérios, tem o papel de articular as ações do governo brasileiro e prosseguir com as decisões tomadas pela Convenção-Quadro.

No Brasil, metade do país fica às escuras. O maior blecaute da história atinge dez Estados e deixa 76 milhões de brasileiros sem luz nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

2000

COP 6 – Haia, Holanda

Naquele ano, a proposta dos Estados Unidos de incluir áreas de agricultura e de floresta como sequestradoras de carbono (regiões que diminuem a quantidade de gás carbônico da atmosfera) foi o foco das discussões. O objetivo dos norte-americanos era negociar uma forma de eliminar os gases poluentes da atmosfera, sem reduzir muito as emissões. Na COP 6, os participantes não chegaram a um consenso sobre quais sanções deveriam ser aplicadas aos países que descumprissem suas metas. As negociações foram interrompidas quando os países da comunidade europeia decidiram não assinar um acordo. Todos concordaram em se reunir extraordinariamente em uma nova reunião, em julho de 2001. Nesta Convenção de Haia, Bélgica – O presidente George W. Bush declara que os Estados Unidos não ratificarão o Protocolo de Kyoto, um entrave para a continuidade das negociações. Lançamento público da Carta da Terra.

Declaração do Milênio – “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” (ONU). Nova Iorque, EUA.

2001

COP 6 bis – Bonn, Alemanha

Seis meses após a etapa de negociações em Haia, os participantes se reencontraram com poucas expectativas de atingir um bom resultado nas negociações. Os Estados Unidos, então sob o comando do presidente George W. Bush, rejeitaram definitivamente o Protocolo de Quioto e participaram das negociações somente como observadores. Apesar das poucas expectativas, os países alcançaram acordos em várias questões importantes, como a extensão de florestas e outras regiões sequestradoras de carbono, que seriam incluídas na contagem para a redução dos gases do efeito estufa. Também foram definidos os princípios para as sanções a países que descumprissem as metas e os mecanismos que transferem a obrigação de redução de um país para outro, em troca de compensação financeira.

COP 7 – Marrakech, Marrocos

No final de 2001, os participantes se reuniram novamente para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima anual. As negociações sobre o Protocolo de Quioto estavam quase completas e os resultados foram compilados em um documento chamado de Acordos de Marrakech. Nesta conferência decide-se iniciar o consórcio de créditos de carbono.

O IPCC convoca uma COP (COP 6,5) extraordinária em Boon, Alemanha, para divulgar o relatório de grande impacto, em que fica cada vez mais evidente a interferência do homem nas mudanças climáticas.

Criada a Convenção de Estocolmo, sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, conhecida como POPs.

Realizada a COP 7 em Marrakesh (Marrocos).

 

2002

COP 8 – Nova Déli, Índia

Na COP 8, os integrantes da União Europeia, sob o comando da Dinamarca, tentaram sem sucesso, obter mais comprometimento e ação dos países participantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. pede ações mais objetivas para a redução das emissões. Os países entram em acordo sobre as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Neste ano também, aconteceu realização da Rio +10 ou Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Cimeira Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável / “Cimeira de Joaenesburgo”, em Johannesburgo, África do Sul.

No Brasil, em 2002, há a regulamentação da Lei nº 9795/99 e do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, que definem as bases para a sua execução. Aqui, fica explícito que a educação ambiental é ainda muito inconsistente no ambiente político, dependendo dos interesses de cada representante político e partidário vigente no âmbito nacional.

 

2003

COP 9 – Milão, Itália

O foco dessa convenção foi resolver os últimos detalhes técnicos a respeito do Protocolo de Quioto. Aprofundam-se as diferenças entre os países industrializados e o resto do mundo.

No Brasil com o atual governo, vive-se sob a segunda gestão do governo Lula, é inaugurada a Comissão Intersetorial de Educação Ambiental (CISEA) no MMA, com representações de todas as secretarias atreladas ao MMA e com finalidade de criar espaço para um processo coordenado de consultas e deliberações, para facilitar a transversalidade interna das ações em educação ambiental desenvolvidas pelas secretarias e órgãos vinculados. Dessa forma, instaura-se ambiente de sinergia, sendo visível o diálogo constante entre as universidades, as redes de educação ambiental, o MMA e o MEC, reconhecido como importante passo para a execução das ações em educação ambiental no governo federal e institucional.

Luiz Inácio Lula da Silva é eleito presidente do Brasil e Marina Silva é escolhida Ministra do Meio Ambiente, cargo que ocupa até 2008.

OMS alerta para Sars: cerca de 800 pessoas morreram e 8 mil foram infectadas pela Sars – a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Uma forte onda de calor toma conta do continente europeu, elevando as temperaturas a níveis recordes e provocando mortes e incêndios florestais. Foi o verão mais quente de que se tem registro na Europa.

Um projeto de exploração de gás natural aos Estados Unidos provocou violentos protestos e deixou pelo menos 120 civis mortos na Bolívia. Como conseqüência da crise, Gonzalo Sanchez de Losada renunciou à Presidência no dia 17.

2004

COP 10 – Buenos Aires, Argentina

Na décima Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, os países começaram a discutir o que aconteceria quando a vigência do Protocolo de Quioto chegasse ao fim, em 2012. As discussões técnicas também continuaram.

Confirmada presença de água em Marte: divulgadas que confirmaram a presença de gelo e vapor d’água no planeta vermelho.

Tsunami na Tailândia e Indonésia mata 295 mil pessoas.

O conflito em Darfur foi foi considerado a “pior crise humana do mundo” pela ONU e classificado de genocídio pelos EUA. Mas, apesar dos apelos internacionais, a violência continuou.

Furacões deixam mais de 1.500 mortos no Caribe: 4 tormentas atingiram a região. O Jeanne matou mais de mil pessoas no Haiti. O Francis levou à maior evacuação da história da Flórida: 2,5 milhões de pessoas.

2005

COP 11/CMP 1 – Montreal, Canadá

Esta foi a primeira convenção depois que o Protocolo de Quioto entrou em vigor. Assim, além do encontro anual dos países participantes do Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, foi realizado também a conferência entre os países do Protocolo de Quioto (que tem sigla CMP ou COP/MOP). As nações que ratificaram o Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, mas que não aceitaram o Protocolo de Quioto ficaram como observadores da CMP. O foco das duas convenções foi o que fazer depois que o Protocolo expirasse, em 2012.

Brasil, China e Índia tornaram-se emissores importantes. Na COP 11, em Montreal, Canadá, é proposta pelo Brasil a negociação em dois trilhos: um pós-Kyoto e outro, paralelo, entre os grandes emissores, o que inclui os Estados Unidos.

Em Nova Orleans, o furacão Katrina causa destruição e milhares de mortos.

Defensora dos direitos de pequenos produtores rurais da região de Altamira (PA), área de intenso conflito fundiário, Dorothy Stang foi morta com seis tiros na cidade de Anapu (PA).

Terremoto no Paquistão, com 87 mil mortes.

Lei 11.105/05 – Lei de Biossegurança (que trata dos organismos geneticamente modificados, estabelecendo parâmetros para seu estudo e exploração comercial).

Entra em vigor o Protocolo de Kyioto, ratificado por 141 países.

Os EUA anunciam um plano de redução de emissão de gases poluentes através do desenvolvimento de novas tecnologias. Esse plano foi assinado pela Austrália, Japão, China. Índia e Coréia do Sul.

2006

COP 12/CMP 2 – Nairóbi, Quênia

Nesta reunião, as últimas questões técnicas a respeito do Protocolo de Quioto foram resolvidas. O trabalho de chegar a um novo acordo sobre o que fazer depois que o Protocolo expirasse em 2012 continuou.

Prêmio Nobel da Paz, atribuído a Al Gore e ao Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU (IPCC).

O Relatório Stern, do economista britânico Nicholas Stern, gerou grande impacto mundial ao afirmar que com um investimento de apenas 1% do PIB Mundial se pode evitar a perda de 20% do mesmo PIB num prazo de 50 anos.

Em Nairóbi, Quênia, na COP 12, o Brasil apresenta a proposta de um mecanismo de incentivos financeiros para a manutenção das florestas, o Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

A Lei de Gestão de Florestas Públicas (112084/2006) regula a gestão das florestas brasileiras em áreas públicas, criando o Serviço Florestal Brasileiro.

Chega ao cinema o filme Uma verdade inconveniente: o que devemos fazer (e saber) sobre o aquecimento global, dirigido por Davis Guggenheim e apresentado pelo ambientalista e ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore.

O relatório do IPCC alerta que 90% das mudanças climáticas são causadas pelo homem.

2007

COP 13/CMP 3 – Bali, Indonésia

Na 13ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, os países conseguiram avançar em um acordo para substituir o Protocolo de Quioto. Primeiro, com o reconhecimento do então recém-lançado documento do IPCC, que trouxe conclusões definitivas sobre os sinais de aquecimento global. Depois, com a produção de um novo texto, que pedia ações mais rápidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Por fim, foi aprovada a adoção do Plano de Ação de Bali, que estabeleceu o cenário para as negociações da 15ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima em Copenhague, na Dinamarca, em 2009.

É criado o Mapa do Caminho, com cinco pilares de discussão para facilitar a assinatura de um compromisso internacional em Copenhague: visão compartilhada, mitigação, adaptação, transferência de tecnologia e suporte financeiro. Na COP-13 ficou acertada a criação de um fundo de recursos para os países em desenvolvimento e as Ações de Mitigação Nacionalmente Adequadas (Namas).

Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC). Paris, França. O encontro reuniu 500 especialistas e o relatório divulgado pelo IPCC confirmou que os impactos do aquecimento global no planeta são irreversíveis.

Irã adquire capacidade nuclear, em abril, o Irã anunciou ter obtido capacidade industrial de produção nuclear.

 

2008

COP 14/CMP 4 – Poznan, Polônia

Nesta convenção, os países continuaram a trabalhar em um novo acordo para ser discutido em Copenhague. A mudança de governo nos Estados Unidos foi a marca da reunião, que discutiu soluções antecipadas pelo novo presidente, Barack Obama. Os países alcançaram um consenso sobre o programa de trabalho e o plano de ação para a convenção de Copenhague e sobre como funcionaria o Fundo de Adaptação, que serve para apoiar mudanças concretas nos países menos desenvolvidos.

Petróleo ultrapassa a barreira dos 150 dólares por barril.

O Brasil lança o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), incluindo metas para a redução do desmatamento.

O Brasil apresenta o Fundo Amazônia, iniciativa para captar recursos para projetos de combate ao desmatamento e de promoção da conservação e uso sustentável na região.

Terremoto na China mata 22 mil pessoas.

O presidente Lula assinou o decreto que regulamenta a Lei da Mata Atlântica.

Carlos Minc assume o Ministério do Meio Ambiente no governo Lula, cargo que ocupa até 2010.

 

2009

COP 15 – Copenhague, Dinamarca

Além dos 192 países, o encontro teve a participação de empresas, organizações não-governamentais, especialistas, órgãos das Nações Unidas, agências especializadas, Banco Mundial e entidades internacionais interessadas no assunto. A expectativa para a 15ª Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima era de que os países desenvolvidos e industrializados assumam metas para reduzir, até 2020, entre 25% e 40% das emissões. Essa porcentagem é em relação ao nível de poluição medido em 1990. Pelo que foi estabelecido no acordo vigente, o Protocolo de Quioto, essas nações deveriam cortar, até 2012, cerca de 5% de suas emissões.

COP 15 – Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Copenhague, Dinamarca. A maior cúpula de chefes de Estado e governo da história dos encontros internacionais com agenda ambiental, desde a Rio-92. Os 192 países participantes não chegaram a um consenso sobre um novo instrumento legal e vinculante para limitar as emissões de gases de efeito estufa e enfrentar o aquecimento do planeta.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira, a Medida Provisória 458, que prevê a regularização de terras na Amazônia Legal.

 

2010

COP 16 – Cancún, México

Iniciada em 29 de novembro de 2010, a 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 16) chegou ao seu último dia, 11 de dezembro, com uma série de acordos fechados.

Um deles foi a criação do Fundo Verde do Clima, para administrar o dinheiro que os países desenvolvidos se comprometeram a contribuir para deter as mudanças climáticas. São previstos US$ 30 bilhões para o período 2010-2012 e mais US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020.

Outro acordo foi a manutenção da meta fixada na COP 15 (em Copenhague) de limitar a um máximo de 2°C a elevação da temperatura média em relação aos níveis pré-industriais.

No entanto, os participantes deixaram para decidir no encontro seguinte, em Durban (África do Sul), no final de 2011, o futuro do Protocolo de Kyoto, documento que expira em 2012 e obriga 37 países ricos a reduzirem suas emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases.

Apenas a Bolívia, entre os 194 países presentes na COP 16, foi contra a aprovação dos acordos por considerá-los insuficientes.

A 16ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Cancun, México. Criação do “fundo verde”, que até 2020 deverá liberar US$100 bilhões por ano com o objetivo de apoiar os países em desenvolvimento.

Ano Internacional da Biodiversidade, lançado pela ONU.

No Brasil é sancionada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei nº 12.305.

Terremoto no Haiti devastou Porto Príncipe, catástrofe que deixou 316 mil mortos, 350 mil feridos e mais de 1,5 milhão de flagelados.

Um vazamento de petróleo no Golfo do México vitimou 11 pessoas e causou um dos maiores desastres ambientais do mundo. Cerca de 200 milhões de galões de petróleo vazaram no Golfo do México.

O vulcão Eyjafjallajökull, situado sob a geleira Eyjafjälla, entrou em erupção no dia 20 de março, no sudoeste da Islândia, e a nuvem de cinzas fechou o espaço aéreo europeu por uma semana.

2011

Tsunami no Japão deixa 27 mil mortos.

Enchente nas serras cariocas: milhares de mortos.

Câmara dos deputados aprovou texto-base do relator Aldo Rebelo, do novo Código Florestal, passando a permitir o cultivo agrícola em áreas de preservação permanente (APPs) e isentou os pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal.

Ministros do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) se reúnem em Belo Horizonte, no Inhotim, em estágio preparatório para a COP 17. Todas as questões relevantes ficaram em suspenso ao final da reunião em Bonn, Alemanha, preparatória para a COP 17, na África do Sul. Para eles, a prioridade deve ser o Protocolo de Kyoto.

Câmara dos deputados aprovou texto-base do relator Aldo Rebelo, do novo Código Florestal, passando a permitir o cultivo agrícola em áreas de preservação permanente (APPs) e isentou os pequenos produtores da obrigatoriedade de recompor reserva legal.

Ministros do Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China) se reúnem em Belo Horizonte, no Inhotim, em estágio preparatório para a COP 17, em Durban, África do Sul. Para eles, a prioridade deve ser o Protocolo de Kyoto.

2012

A Conferência Mundial Rio+20 acontecerá em 2012 – vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) – com a perspectiva de ser um fórum de discussão que promova o comprometimento dos líderes mundiais com o desenvolvimento sustentável do planeta.

* Leila Regina Sanches, professora e pedagoga, graduada em pedagogia, especialista em Docência do Ensino Superior, professora no curso de pedagogia, disciplina de educação para a diversidade,  professora em cursos de extensão EaD, professora no curso técnico em Formação de Docentes.

Essa cronologia está em desenvolvimento, portanto, ela está disponível para contribuições e ampliação. É o resultado de minhas pesquisas sobre a importância do meio ambiente, ecopedagogia, educação ambiental, qualidade de vida, sustentabilidade, entre outros temas afins, para aulas que ministro na disciplina de Medotologia do Ensino de Ciências no curso técnico de Formação Docente, na disciplina de Educação para a Diversidade no curso de Pedagogia, cursos de extensão Ead em Gestão Ambiental e Educação Ambiental,  e para o curso em formato e-learning que escrevi sobre Ecopedagogia.

REFERÊNCIAS

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